Categoria: Textos autorais
-
Esqueleto ocidental (miniconto)
ESqueletoQUELEvantaTOmba Se fosse japonês:骸骨– viveria de pé nos ideogramas. Jéssica Marcon Dalcol
-
Escolha Vital (microconto)
Se eu pudesse escolher entre a força e a sabedoria, escolheria um sorvete de flocos. Jéssica Marcon Dalcol
-
O Motefóbico Viril (microconto)
O homem mais forte do mundo guardava um segredo obscuro. Tinha fobia de borboletas. Jéssica Marcon Dalcol
-
A Lei do Colarinho (miniconto)
Por detrás das grades, o prisioneiro viu chegar um novo detido. Tão logo o prenderam, o homem engravatado se pôs de pé na cela e disse a palavra da Lei. O guarda, que há poucos segundos atrás o trancara, destrancou a porta e deixou-o sair. O prisioneiro limpou a garganta e repetiu, em alto e…
-
Quanto valem 5 pontos? (miniconto)
A placa determinava a preferencial. Não viu. Morreu com 5 pontos na carteira. Jéssica Marcon Dalcol
-
Patriotismo (miniconto)
Hasteou a bandeira do Brasil. Vermelha. Lincharam-no sem ouvir: Não sou comunista. Sou daltônico. Jéssica Marcon Dalcol
-
“Aquilo que Une” (miniconto)
Escrevo este minconto na sala de espera do hospital — ou talvez na fila, na ilha, na guerra. O arqueologo entrou na lendária câmara. Há tempos a procurava. Diziam ser o espaço que tudo une. Onde os seres, em suas diferenças, comungam. Esperava encontrar uma igreja, algum culto religioso. Quem sabe o congresso de um…
-
Ponto de Encontro (microconto)
Chove no ponto de ônibus. A sacola da senhora se desfaz, o homem vigia o relógio, a jovem se isola nos fones, a criança gira o guarda-chuva colorido. Chega o ônibus. Desfaz-se o cruzamento. Um dia, na gota invisível, o homem nota a jovem; a velha gira a sombrinha, a criança estilhaça o relógio. Jéssica…
-
Redação Premiada Unicamp: Do Inferno para o Céu
Compartilho aqui minha redação Do Inferno para o Céu, escrita na proa de vestibular e premiada com publicação em livro da Unicamp em 2008. Noite serena; o céu, tomado pelas luzes da cidade, as invejava. Queria exibir suas estrelas, mas os pontinhos luminosos lá embaixo não as deixavam aparecer. Um jovem solitário, à janela de…
-
Glória e sua Abóbora (crônica)
Compartilho com vocês minha crônica “Glória e sua Abóbora” Já contei que tenho uma avó chamada Glória? Para ser mais exata: Maria da Glória. Minha bisavó queria nome divino. Só “Maria” — a própria mãe de Deus — não bastava. Acrescentou o “da Glória”. Não é qualquer palavra. É aquelas que rompem a película entre…