Chove no ponto de ônibus. A sacola da senhora se desfaz, o homem vigia o relógio, a jovem se isola nos fones, a criança gira o guarda-chuva colorido. Chega o ônibus. Desfaz-se o cruzamento. Um dia, na gota invisível, o homem nota a jovem; a velha gira a sombrinha, a criança estilhaça o relógio.
Jéssica Marcon Dalcol
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